Marcelo Rebelo de Sousa diz que o estado de emergência termina no dia 2 de maio à meia noite, mas “a contenção continua a ser vital”.

“O fim do estado de emergência não é o fim do surto, não é o fim da necessidade de controlo, não é o fim da necessidade dos portugueses prosseguirem num esforço muito cívico que é o perceberem que depende deles a evolução desse surto”, adverte o Presidente da República.

Com o fim do estado de emergência, entramos numa terceira fase em que “todos os passos são acompanhados de controlo e contenção sob pena de se perder o que se ganhou até agora”, sublinha Marcelo Rebelo de Sousa.

O Presidente da República considera que um país não pode viver em emergência e fechamento “durante meses consecutivos”, mas o seu levantamento não deve ser entendido “como qualquer facilitismo”.

“Não há facilitismo. Por isso é que cada um dos pequenos passos vai ser avaliado, permanentemente, pelos especialistas e, depois, pelos políticos e, em função disso, o que for necessário fazer, será feito”, garante.

No final da reunião no Infarmed, o secretário-geral adjunto do PS, José Luís Carneiro, afirmou que o partido está “disponível para acompanhar esforços de desconfinamento”, em apoio ao anúncio do Presidente da República de que o estado de emergência será levantando.

O estado de emergência, que termina a 2 de maio, é o terceiro período de medidas de exceção e confinamento decretado sucessivamente em Portugal