Fábio Ferreira fez a sua formação no Sporting e passou pelo Chelsea. Mudou-se para Austrália, não passando despercebido o seu brio de jogador lusitano em terras australianas, mas, em simultâneo, dedica-se a um outro trabalho: manobra gruas.

RI – Como começou o teu percurso no futebol?

FF – Comecei a jogar aos 12 anos no Seixal FC. Até aos 12 anos, não ligava muito em jogar futebol até que um amigo meu, da zona onde moro (Casal de Marco), me convenceu a ir jogar e assim começou a aventura.

RI – Fizeste parte da formação no Sporting , seguindo-se depois o Chelsea. Como descreves a tua formação no Chelsea ?

FF – Sim, duas grandes academias por onde tive a sorte de passar. Foi uma experiência muito boa e que tive a sorte de ter. Muitos miúdos, com a idade que tinha, fariam tudo para estar onde estive e, por isso, dou graças a Deus pela oportunidade. Uma passagem que jamais esquecerei.

RI – Foste viver para a Austrália onde jogaste em escalões secundários australianos, mas conseguiste chegar à primeira divisão da Austrália, como o Adelaide United. Fala-nos dessa experiência na liga australiana.

FF – Vim para a Austrália com o pensamento de mudar de vida e não jogar futebol, mas, de repente, estava a jogar num clube de segunda divisão e tive a oportunidade de assinar com o Adelaide United. Passei por vários clubes aqui na Austrália e foi, uma vez mais, uma experiência muito boa que aproveitei ao máximo.

RI – Reconheces diferenças entre o futebol australiano e o europeu ? Quais ?


FF – Sim, na Austrália é um pouco mais físico, na Europa há mais qualidade técnica. São as principais diferenças que vejo.

RI – De momento, estás a jogar no Sydney Olimpic, clube da segunda divisão . Como está a ser essa experiência ?

FF – Está a correr bem. O campeonato não começou da melhor maneira com 3 derrotas, mas tirando isso, está tudo a correr bem.

RI – Tornou-se público, numa entrevista tua anterior, que, neste momento, tens uma ocupação de trabalho fora do mundo do futebol . Como surgiu esse trabalho paralelo ? E como é conciliar com o futebol ?

FF – Sim, tive oportunidade de começar uma carreira fora do mundo do futebol e agarrei-a com as duas mãos porque, como se sabe, o futebol não dura para a vida toda. Não é fácil trabalhar durante o dia e depois treinar, mas vale o esforço para um futuro melhor.

RI – Quais as expetativas para o futuro ? O que ambicionas ?


FF- Sinceramente, quanto ao futebol, se aparecer algo que valha a pena deixar o trabalho e assinar por uma equipa profissional, claro que assinaria. Caso contrário, quero começar a crescer e a ganhar experiência nesta minha nova fase e carreira como trabalhador de gruas.

RI – Qual foi o momento mais marcante no futebol ?


FF – Obviamente, quando assinei pelo Chelsea , um momento jamais esquecido .

Entrevista por Melissa Casanovas