Gente é gente em qualquer parte do mundo.
Talvez nunca tenha pensado nisto, assim, desta forma, mas é, na realidade, uma verdade absoluta simples. Somos gente, estejamos onde estivermos.
Foi assim que começou a nossa conversa com Alexandre Paxeco (Alex Paxeco), fundador do OKEI Institute, criador do Método AP – Ação e Poder (MAP) e precursor de muitos outros cursos, formações e treinos, todos desenvolvidos com base no que existe de mais atual em Inteligência Emocional, Física Quântica, Psicologia, Neurociência e Programação Neurolinguística (PNL).

Com dezenas de formações e cursos na área do desenvolvimento pessoal, Alex Paxeco nem sempre entendeu a vida como agora. Tem vindo, nesta última década, a fazer “um caminho maravilhoso”, como ele próprio afirma, na área das emoções. Algo que o fascina e passou a ser a sua maior aposta, quer no seu desenvolvimento pessoal, desde que o descobriu aos 40 anos, quer na ajuda do desenvolvimento pessoas de quem lhe confia o Eu.
O que é que existe no mundo para além daquilo que podemos ver a olho nu?
Será que somos seres ainda pouco evoluídos, no sentido de não estarmos conectados com o nosso Eu?
Será que a energia, realmente, existe e influencia o mundo e os outros?
Quem conversa com Alex Paxeco fica, pelo menos, com uma convicção, o mundo é gigante e povoado de almas à procura de um mesmo objetivo, inconsciente, mas semelhante: sermos todos felizes. Não iremos com este artigo revelar como poderá ser feliz até ao fim dos seus dias, mas dir-lhe-emos que se descobrir um propósito estará no caminho certo. Algumas pessoas despertam para esse propósito mais cedo, outras mais tarde e há quem, infelizmente, nunca consiga lá chegar. No entanto, o ciclo da vida é apenas um, o da evolução.

Se olharmos para o mundo, para esse enorme globo povoado com biliões de Seres Humanos, iremos concordar com Alex Paxeco, quando nos fala sobre um dos principais fatores que impelem o Homem a ser mais – a mudança e a capacidade que todos deveriam ter em observar-se, “quando uma pessoa não se vê, ela não consegue ver o que precisa mudar. Só conseguimos mudar aquilo que conseguimos ver. Por isso, quando se dá um despertar interior sobre nós mesmos, podemos mudar o mundo. Aliás, qualquer pessoa pode mudar o mundo” refere.
É, então, essencial reconhecer o melhor e o pior de nós para podermos construir os adultos de amanhã, através dos filhos, por exemplo?
Não podemos garantir que sim, mas com certeza, todos ficaremos mais conscientes do valor do próximo, e nunca é só e apenas sobre nós, o mundo é um todo interligado por afetos que ditam, não um futuro, porque não existe, mas um presente que não deverá ser influenciado pelo passado, a não ser para nos relembrar das lições.

No seu trabalho, Alex Paxeco tem vindo a verificar métricas comuns em pessoas que usam um mesmo padrão de ação, isto significa que esse padrão, seja ele qual for, vai influenciar o seu crescimento pessoal e profissional interagindo, inclusive, diretamente, na vida das outras pessoas. Os padrões que utilizamos no nosso comportamento definem, para o bem e para o mal, no que iremos transformar a nossa vida “somos o piloto do nosso avião, nós decidimos quem entra, quem fica, quem não queremos que viaje connosco, quem já não nos acrescenta. A única pessoa que tem poder sobre nós, somos nós.” Apesar da necessidade de o Ser Humano ter em encontrar culpados para tudo o que menos bom ocorre na sua vida, só existe um responsável, ele próprio.
É assim que Alex Paxeco tenta colmatar, através dos seus treinos, conhecidos em Portugal e no Brasil, estas imperfeições que residem na mente, o nosso maior inimigo, quando mal potenciado.

Ao longo da nossa conversa, foi fácil concluir que é preciso existir um equilíbrio entre mente, corpo e um lado energético que todos temos. É preciso, sobretudo, anular os preconceitos que limitam a maior parte do mundo, sejam ao nível da educação, do saber fazer, estar ou, mesmo, sexual. Todos os padrões com base em preconceitos manipulam a identidade de como as pessoas se veem a elas e veem os outros, ficando à mercê de juízos de valor que, a maior parte das vezes, não possui força, mas que a ganha pelo padrão negativo com que vivem centradas. E centradas onde? Quase sempre na vida dos outros.
Quando lhe perguntamos como lidar com isto, com o menos bom ou com estas dificuldades que se suportam em decisões conscientes, Alex Paxeco é perentório, e diz mesmo que “tudo o que é menos positivo é uma espécie de limpeza que está a acontecer comigo, é assim que eu entendo as coisas na minha vida porque se há este tipo de conexão dentro de mim é porque eu precisava de me limpar dela. Isto vai permitir-me atingir um outro nível como pessoa”.

Não é, portanto, arriscado afirmarmos que a evolução do Ser Humano é uma forma de escolha, também. Há, efetivamente, quem não queira mudar e há quem o queira fazer e não consiga encontrar o caminho dessa mudança. O trabalho de Alex Paxeco começa aqui, na ajuda pelo despertar do caminho que cada um deve seguir, até porque nós – pessoas, a vida toda, estaremos em evolução “vi várias pessoas que sonhavam em reformar-se para realizar sonhos, no entanto, quando chegaram a esse momento, essas mesmas pessoas tinham mudado e, aquilo que elas desejavam lá trás, deixou de ter importância. Será que quiseram menos? Não, apenas mudaram. É o caminhar com o despertar que nos faz mudar e evoluir”, afirma.
O MSX foi um dos maiores eventos realizados por Alex Paxeco nos últimos tempos e surgiu precisamente para abrir a consciência de pessoas para o seu poder interior e como intervenientes na sua capacidade de mudança. Aconteceu no Casino do Estoril, no mês de fevereiro, e juntou mais de sete
centenas de pessoas prontas para receber o treinamento da sua vida. “quis criar, fazer novo, do meu jeito. É preciso agir, ação para conseguir ser. Este evento não podia esperar muito mais tempo e, se estivesse à espera de o fazer, nunca mais o faria, até porque o que mais me apaixona são as pessoas. Poder ajudá-las a encontrar o seu propósito é o meu maior objetivo!”

Uma consciência elevada oferece os instrumentos fundamentais para cada um de nós poder avaliar todas as formas de estar na vida, essa vida que passa e que tem “o tempo como maior amigo ou inimigo, sendo implacável sempre”, refere Alex Paxeco, “é preciso que as pessoas tenham a noção de que a nossa jornada tem um fim e esse fim é igual para todos e só há uma pessoa que poderá julgar tudo o que foi feito ou deixou por fazer: ela mesmo”. E, curiosamente, só 3 a 5% das pessoas do planeta tem este despertar e “uma pessoa só se torna protagonista da sua história  quando se torna responsável por ela”, acrescentou.
Passando uma revista aos números, a população feminina é quem mais ordena nos treinos de Alex Paxeco, a média de participação ronda os 68% e não há uma grande teoria sobre o fenómeno, Alex Paxeco refere que “os homens gostam de mostrar menos fraqueza e emoção.
A sua jornada continuará junto das pessoas que o procuram e necessitam de mergulhar dentro do seu Eu e, como uma sentinela, Alex Paxeco apenas dá os sinais, mas a viagem terá de ser feita por cada um. Há várias formas e estratégias de lá chegar e o número de pessoas que se fazem presentes nas suas ações não deixam margem para incertezas, a mudança no mundo começou.

Santiago de Compostela é o próximo grande desafio para Alex Paxeco que se fará acompanhar por doze pessoas para um treinamento cheio de dinâmicas e técnicas de PNL, meditação, imersão e chamamento ao longo de quatro dias no Caminho de Santiago. Sem data definida, tudo aponta para que aconteça entre junho e julho e já há mais de 120 pessoas inscritas.
O Método Ação e Poder (MAP), que realiza a sua  17ª edição este mês de Março nos dias 20, 21 e 22 de Março, terá como colocar escolhido Fátima. Se quer, ainda, inscrever-se no Practitioner em PNL 003, poderá começar a fazê-lo para não perder as datas que já estão definidas, entre os dias 28/03 a 05/04, também em Fátima.
Para quem perdeu o primeiro MSX e está ansioso pela nova oportunidade, cá está ela: poderão vivenciar a experiência para novembro com uma nova edição em Portugal. No entanto, para quem está em terras brasileiras poderá contar com o evento em dois estados (a revelar em breve), onde já o MAP é ministrado. O objetivo da equipa de Alex Paxeco é concretizar dez MSX por ano, entre Portugal e Brasil.
Só há uma forma  de crescimento e evolução na vida, pela imersão em nós e pela emersão para os outros.

Artigo de Manuela Pereira
Fotografia de Pedro Estevens