Diogo Coelho , 25 anos, é o capitão do nacional e é o dono do melhor golo da época elegido pelo sindicato dos jogadores.
Diogo, menino da ilha, é perfeccionista por natureza, mas o trabalho diário e a seriedade é a chave.

RI – O gosto pelo futebol como surge?

DC – O gosto pelo futebol surge de maneira natural, cresci com amigos onde a nossa maior felicidade estava em torno de uma bola de futebol e estarmos no campo perto de casa a brincar todos os dias.

RI- Fala-nos um pouco do teu início de percurso no futebol.

DC – Comecei no clube do meu concelho, Pontassolense, durante a formação fui chamado a representar a seleção da Madeira em torneios, entretanto fui para o nacional com 15 anos, fiz 3 anos de formação e acabei por assinar o meu primeiro contrato profissional.

RI- A tua passagem no futebol tem sido na liga portuguesa até à data. Ambicionas outras ligas europeias ?

DC – Claro que sim, gostava muito de ter experiências no estrangeiro.

RI – Covilhã, Chaves , Académica e nacional. Todos estes clubes, certamente, que te marcaram de formas distintas. Podes falar-nos um pouco dessas diferentes experiências?

DC – Covilhã foi um ano fantástico e o que nos faltou foi mesmo a subida. Com 80 pontos na a conseguimos, mas foi o meu primeiro ano fora da ilha e foi muito positivo. Em Chaves, consegui a primeira subida de divisão que me marcou bastante. Em Coimbra, apesar de lutarmos pelo regresso à 1 liga, não o conseguimos. No nacional, consegui o feito de ser campeão da Ledman liga Pro e voltar a subir de divisão o que foi fantástico, apesar de este ano termos descido novamente.

RI – Neste momento, representas o nacional. Apesar da infeliz descida e de um resultado negativo, o teu golo contra o vitória de Guimarães foi muito falado e elogiado. Que sentimento teve para ti esse momento ?

DC – Foi um golo que tive oportunidade de o rever várias vezes e, realmente, foi bonito e, apesar de no momento não o celebrarmos como devia (porque estávamos ainda em desvantagem e com esse resultado descíamos), depois, quando conseguimos o empate, fiquei muito feliz por ter conseguido que a equipa se mantivesse por mais um jogo na 1a liga ainda que sabíamos da missão difícil que teríamos pela frente.

RI- Representar um dia a seleção A de Portugal é um sonho a concretizar ?

DC – Acho que qualquer jogador sonha com isso, mas nunca foi uma obsessão minha , ainda que seria uma motivo de orgulho.

RI – Como te defines enquanto jogador de futebol?

DC – Primeiramente, acho que sou um bom colega de grupo, gosto de trabalhar bem nos treinos para sentir-me preparado para os jogos e, concretamente na minha posição, acho que sou ágil, tenho perfil para jogar em equipas que gostam de sair a jogar de trás, sou defesa, mas sinto-me confortável com a bola, participar na manobra ofensiva.

RI – Tem alguma personalidade referência no futebol? (Qual/Quais)

DC – Ronaldinho era quem mais gostava de ver jogar pela alegria que transmitia e pela forma como jogava.

Entrevista por Melissa Morais Casanova